DESENHANDO NO MUSEU DE ARTE DE ONTÁRIO

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Hoje estamos cultos, transgressores, reflexivos. Esse post é pra quem reclama que está com bloqueio criativo, que não consegue destravar a munheca, que se sente incapaz de desenhar fora de casa. Então dá a mãozinha aqui, que eu vou te levar comigo pra ver como dá pra tirar muita inspiração do mundão que está lá fora e como isso pode te dar combustível para os jobs do dia a dia e também para os seus projetos pessoais 😉 Você não precisa levar um arsenal imenso: uns dois lápis, borracha, um sketchbook de capa dura e sua cabeça bem aberta e relaxada. Se quiser, finalize em casa, mas a ideia aqui é tentar fazer o máximo que der fora de casa!

E nesse primeiro vídeo da série Saindo da Toca, vamos visitar o Museu de Arte de Ontário (AGO) e desenhar como le gusta, ilustríssimos. Afinal, não é todo dia que você pode desenhar junto com Rembrandt, então vamos aproveitar a oportunidade?! Vamos. Mas lógico que eu não conseguiria só desenhar de boas. Também atrapalhei um grupo de visitantes e fiz vergonheira em público quando vi meu quadro preferido de Andy Warhol. Achegue-se:

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COMO SER MAIS LEGAL NO BEHANCE (E DE QUEBRA ATRAIR PROJETOS)

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Eu dei risada aqui com o primeiro título que pensei para este post: como o Behance mudou minha vida. Porque se for substituir a palavra Behance por Ioga, Você, Veganismo também dá samba, de um jeito meio cafona, mas dá. Bom, sempre fui péssima em títulos, desde a época da escola e aí penso que tem coisas que não mudam mesmo. Enfim, tirando a minha abstração com o título, eu resolvi falar sobre como o Behance já me ajudou nessa vida de ilustração e te dar dicas-golden-plus que aprendi na prática. Não carrego milhões de seguidores e curtidas, mas o Behance sempre atraiu projetos. E não é pra isso que estamos aqui?! 

Se tem um jeito de você ganhar visibilidade nessa rede é através da Curadoria do Behance (Curated Galleries). Diariamente a equipe da rede escolhe os melhores trabalhos e quando o seu projeto é selecionado você vai se sentir feliz porque estará numa galeria VIP e o seu projeto ganhará uma singela tag, tipo uma estrela no seu caderno de artes. Essa galeria estará lá para os visitantes, pessoas maravilhosas que estão procurando profissionais também maravilhosos. Tá Clau, mas como faz pra entrar nessa parada de sucesso e divulgar meu portfólio? Na verdade tem N fatores que são avaliados: qualidade, originalidade, interação, imagens em alta e o cuidado em apresentar o trabalho. Desconfio que existem alguns outros motivos que ninguém comenta, mas eis o que descobri como usar o Behance e o que realmente funciona e deve ser levado em consideração por você, ilustríssimo.

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Misturando diferentes técnicas e estilos na ilustração

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Eu sou o que chamam por aí de vector lover. Ou seja, a maluca por vetor, que nada mais é do que uma ilustração formada por pontos matemáticos, que na prática permitem que você aumente e diminua seu desenho sem perder qualidade – em programas como o Illustrator, da Adobe. Mas no decorrer da minha vida trabalhando com ilustração ou simplesmente praticando, tive contato com algumas outras técnicas de desenho. E muita gente já veio me perguntar se deve testar outras formas de ilustrar, se isso vai fazer com que se perca o estilo próprio ou que até mesmo descobrir uma forma de ser mais comercial. Nesse último quesito há muitas controvérsias, mas sim, existe essa coisa da ilustração ter uma estilo mais comercial, que cai nas graças de determinados nichos e viram tendências. Eu já conversei com muitos editores de arte que montam livros, principalmente os didáticos e paradidáticos que buscam por artistas vetoriais, pela flexibilidade e principalmente pela rapidez nas entregas. Assim como editoras e agentes que não aceitam técnica digital, principalmente vetor.

Mas a questão aqui é te falar que se aventurar em experiências com diferentes técnicas de desenho e estilos é uma forma de evoluir como ilustrador. E uma das dicas que dou é começar a fazer isso agora (não amanhã ou pra depois) e reservar um cofrinho só para compra de materiais diferentes. Eu admito, tenho problemas seríssimos em usar canetas e lápis que sei que são ótimos. Na minha primeira viagem para a terra do Obama (e oremos, será em breve a de Hillary). a.k.a Estados Unidos, que fiz há uns 4 anos, me joguei na loja de artes Sam Flax e comprei os mais diferentes tipos de acessórios, coisas que não tem por aqui. Ainda tenho muitos deles, só porque fico com dó de usar. Não faz sentido, então não faça como eu. Temos que usar tudo sim, deixar lápis cotocos e canetas secas de tanto uso. E sair daquele lugar confortável que muitas vezes estamos há tempos e isso não significa perca de identidade, mas uma vontade de explorar as infinitas possibilidades de deixar o seu trabalho melhor.

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Essa ilustração da Frida Kahlo foi pura experimentação de duas técnicas. Colagem e vetor, ninguém diria que daria samba e sem dúvida, essa é uma das minhas ilustras mais populares, publicada em lugares mucho bacanas. Mas aí é que tá: na época eu não tive nenhuma preocupação de fazer uma ilustração comercial ou que agradasse aos outros, o intuito era o experimento e a inspiração no livro Segredos de Frida Kahlo, que tinha lido recentemente. Assim como a experimentação que fiz numa aula de Tipografia, pra criar minha versão de Alice, que está no topo desse post.

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A Busca pelo traço original e como estudar referências na ilustração

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Eu estava em uma aula de História da Arte quando o céu se abriu: o professor apresentou uma série de artistas que tiveram influências muito fortes em seus trabalhos. Talvez você não saiba que Hieronymus Bosch estava numa vibe surrealista bem antes do autor do relógio derretido, Salvador Dali – considerado uma das pessoas mais originais que já existiram. E não, minha intenção não é por à prova alguém tão gente boa como ele e seu bigode, mas te lembrar que grandes mestres também foram influenciados, querendo ou não.

E você já parou pra perceber como a gente tem mania de achar que essas pessoas são escolhidas a dedo pelo universo e que são totalmente diferentes de nós? Por isso, eu estou aqui numa tentativa de tirar um pouco dessa angústia que muito ilustrador tem de desenvolver um traço único, jamais visto na face da terra. Todo mundo sabe que isso existe, mas ninguém comenta.

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5 Cursos online mais legais para ilustradores

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Todo mundo sabe que bom ilustrador tem que investir em estudo – seja do ponto de vista técnico, criativo ou de negócios. Então neste post eu selecionei cinco cursos mais legais para ilustradores, o crème de la crème dos cursos mais bacanas de ilustração – pra você que tá na correria da vida e que não tem horário pra fazer um curso ou que não mora nos grandes centros (oi Sampa) onde acontecem os cursos presenciais! Aqui eu dei prioridade pra cursos pagos, mas que também oferecem conteúdos gratuitos cheios de amô, porque eu quero mais é que você seja feliz:

Schoolism, da Imaginism Studios

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Eu conheço o trabalho do Bobby Chiu e do Stephen Silver há tempos e sempre tive eles como referência. E já faz um bom tempo que o Bobby (a íntima) posta vídeos e entrevistas no YouTube e dá aulas mundo afora. Mas o que talvez você não saiba é que o Schoolism também funciona online. Cursos de anatomia, caricatura e introdução a pintura digital são só algumas das várias opções que tem por lá. O mais legal é que você paga uma vez só e pode transitar por todos os outros cursos por uma taxa que sério, nem dá pra considerar. Por que esse curso está na lista vip do meu core? Porque só são alguns dos melhores artistas do mundo que estão te ensinando a desenhar. Sem mais. Clique aqui pra saber tudo!

Curso Carreira Ilustrador, da Borogodó

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Dá licença que o blog é meu e eu tenho que fazer aquele jabá básico pra falar que o primeiríssimo curso da Escolinha Borogodó, ministrado por minha pessoa, está um pitelzinho. Voltado pra quem quer saber todos os paranauês do lado B da vida do ilustrador: como agir como um profissional, como montar um portfólio do zero, como se promover, como entender sobre direitos autorais, fazer contrato e cálculo de orçamento, além de reflexões e dicas valiosíssimas sobre sketchbooks e estudo de referências. Conciliar esse curso com algum outro de técnica de desenho pode ser o melhor jeito de você dar um gás na começo da sua carreira de ilustrador! Saiba tudo aqui! Sem esquecer que tá rolando muito conteúdo gratuito por aqui, é só se cadastrar <3

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5 Coisas que você deve saber para trabalhar com ilustração (+ Dicas Práticas)

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Aloha ilustre! O post de hoje é sobre verdades que todo ilustrador iniciante ou aspirante a ilustração vai precisar entender em algum momento da vida (quanto mais cedo, melhor). Então vamos para as 5 coisas que você DEVE saber para trabalhar com ilustração e dicas práticas pra você se sentir inspirado a botar a mão na massa!

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1 – Desenhar por diversão é diferente de desenhar a trabalho;

O choque acontece quando você passa do desenho de um Batman mucho-loco para uma ilustração para um cliente. Sim, você terá um briefing pra seguir, prazos, verba. Pode ser que tenham 142 pessoas para aprovar o projeto. E você terá que equilibrar o seu “eu artista” com o seu “eu comercial”, principalmente se resolver ser independente. Como lidar?

Dica mão-na-massa: Saia um pouco dos grupos de desenho do Facebook e vá atrás de jobs reais. Não tem escola melhor que o mercado. Desenhar é a essência da sua carreira e você tem que treinar todo dia, mas vender seu peixe é fundamental. Não sabe por onde começar?

Leia cada linha do basicão e ótimo Guia do Ilustrador, os artigos do Business of Illustration ou ainda pra quem curte um livro, o Graphic Artist’s Guild Handbook of Pricing and Ethical Guidelines, que tem um conteúdo legal pra quem quer se aventurar na gringa. Ah, e por falar em grupos de Facebook, entre naqueles que possam precisar de ilustração: designers, publicitários, escritores. Afinal, tem mais chances de você conseguir trabalho com pessoas que não saibam o mesmo que você!

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